Cristina , la mujer del Bicentenario

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miércoles, 18 de abril de 2012

Opiniones de carta Maior de Brasil sobre YPF



17/04/2012
O PHA faz um escracho completo com o pavor da mídia-burguesa. Hilário:

"Urubóloga ameaça invadir a Argentina"
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/04/17/urubologa-ameaca-invadir-a-argentina/
José Frid diz:
17/04/2012
Nenhuma! A Espanha já está muito enrolada com a sua economia e não terá condições de tomar nenhuma medida contra a Argentina. A questão será resolvida pelas normas de direito argentino e internacional.
Chico Nunes diz:
17/04/2012
Se fosse a muito tempo atras, eles manteriam a coerência, em sua trajetória histórica, e irá invadir a Argentina e exterminar o povo argentino, como fizeram com diversas civilizações mundo afora.
17/04/2012
Contra a Argentina bolivariana da dama de aço e musa latino-americana Cristina Fernández, Sua Majestade el-rei D. Juan Carlos buscará junto ao Vaticano a revalidação do Tratado de Tordesilhas.
Arnaldo Lucas diz:
17/04/2012
Pelo andar da carroagem a Espanha vai mandar uns desempregados para lotar a praça Plaza de Mayo. Aliás este tem sido o principal produto de exportação espanhol, jovens desempregados
17/04/2012
Acho que a Cristina se inspirou no exemplo de Leonel Brizola, quando governou o RGS na década de sessenta, o único que teve peito de expropriar a poderosa companhia inglesa Light, por Cr$1,00 (um cruzeiro), valor depositado na justiça para fins meramente legais.Provou-se, a seguir, que dita empresa já lucrara milhares de vezes o capital investido, sem a contrapartida de investimentos expansão dos serviços de geração e transmissão de energia elétrica.A Vale, por exemplo não investiu praticamente nada em industrialização primária, mas apenas se ateve na exportação de commodities. O Brasil tem que importar lingotes de ferro, containers, vagões, plataformas submarinas, e até navios, que são fabricados no Sudeste Asiático em razão da mais-valia obreira, barata e farta. Um despautério que somente a razão cínica e anemia política podem justificar certas condutas de nossos agentes políticos.
Eduardo diz:
17/04/2012
Reivindicar os royalties da soberba castelhana.
Armando do Prado diz:
17/04/2012
Bem a Espanha vai nacionalizar o Messi e colocá-lo na seleção espanhola em 2014. Por outro lado, o caduco do rei espanhol dirá que é o maior caçador de elefantes do sistema solar...
Douglas diz:
17/04/2012
Já passou da hora de a Espanha perceber que seu "império colonial" simplesmente não existe mais. E, além do mais, mergulhada em grave crise econômica, qualquer resposta é apenas retórica...
17/04/2012
Ao meu ver nada poderá ser feito concretamente. A Argentina já peitou os credores mundiais ao impor a renegociação de sua dívida externa com perdão de 75%. 
Mas que perde mais a pouca credibilidade que tem, isto perde. E haverá o momento em que precisará de capital externo. De onde ele virá com tamanha insegurança jurídica? Caminhamos para ter mais uma Venezuela na América do Sul. O único país que ganha, e concretamente, com isto é o Brasil, pois firma-se como parceiro economicamente confiavel e seguro.
sergio a b diz:
17/04/2012
Nada, nada.
Cachorro que ladra não morde! 
A Espanha vai meter o rabo entre as pernas e dar meia volta.
Narcélio Flávio diz:
17/04/2012
Por que o Brasil não cria VERGONHA NA CARA e faz o mesmo com a Vale? ela voltará a ser do Rio Doce... e patrimônio dos brasileiros! Cristina, liga pra Dilma e diz como é que se faz...
Narcélio Flávio diz:
17/04/2012
Por que o Brasil não cria VERGONHA NA CARA e faz o mesmo com a Vale? ela voltará ser do Rio Doce... e patrimônio dos brasileiros! Cristina, liga pra Dilma e diz como é que faz...
Maquinho Santa Fé diz:
17/04/2012
A única medida que a Espanha pode tomar é se preocupar com a crise que está cada vez pior na Europa!
Juliano Schmitt diz:
17/04/2012
O sr. Eduardo Oliveira deveria se informar melhor antes de falar. A esquerda socialista não criticou duramente a Argentina. Segue link do site da Esquerda Unida.

http://www.izquierda-unida.es/node/10484
Joca do Ipiranga diz:
17/04/2012
Rajoy vai suplicar para a Opus Dei mandar o Papa excomungar a Presidenta argentina e depois julgá-la pelo Tribunal da Santa Inquisição, condenando-a à fogueira, na condição de Bruxa.
paulo diz:
17/04/2012
Emir,

creio que concretamente nenhuma além da retórica. os dogmas neoliberais já ruiram e o rei está nú. 

digo isso porquê acredito que toda a movimentação sobre o caso só vai deixar mais evidente a falácia da superioridade do "mercado" e a indigência das bases ideológicas que fundamentaram o grande saque global.

a cristina só fez o que fez porque antes dela o povo argentino venceu o "dragão da maldade", e todos saberão que podem vencer também - já que esse episódio não pode ser descolado da criminalização dos torturadores, da lei de aborto, da lei de meios, do desacorrentamento do banco central e tantos outros.

então, acho provável que a mídia e os seus senhores globais vá esquecer rapidamente o assunto
Eduardo Oliveira diz:
17/04/2012
A esquerda socialista na Espanha criticou duramente a Argentina.
Alberto Cordiviola diz:
17/04/2012
O Rei vai dizer: "por que no te callas?" a Cristina com a mesma repercussão que teve com Chavez.
rose garden diz:
17/04/2012
Por qué no te callas, Juan+UE?
Sid diz:
17/04/2012
Para um pais cujo rei até hoje não explicou como morreu seu irmão,o verdadeiro herdeiro do trono,e que achincalha os brasileiros que lá chegam,só posso dizer uma coisa: Devolvam o Messi.
Neymar , nem pense...
Francisco Antonio da Silva diz:
17/04/2012
Proibí-los de falar espanhol ou paguem direitos autorais.
Marcos Antônio diz:
17/04/2012
A Espanha vai pedir em troca umas aulas com a Cristina Kircher de como administrar uma nação!
Ricardo Lima diz:
17/04/2012
Convocar a brava e altiva presidenta Cristina para ser toureira.
Carlos Antonio Morales diz:
17/04/2012
Deportar o Messi........para o Coringão.
Yacov diz:
17/04/2012
Vão enviar uma nau comandada por Pizarro para conquistara a Argentina. Vai ser do Perú!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo - O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"
Piragibe Silva Borges diz:
17/04/2012
Recorrer à OMC é o que resta ao governo espanhol. Não ganhará, pois será ressarcido. E constestando todo o universo de chorões, as ações serão muito valorizadas.
Antonio Luiz diz:
17/04/2012
Os argentinos deveriam se unir aos outros povos da América Latina e cobrar o bônus de quinhentos anos de exploração genocida, pois o ônus traduzido em toda sorte de precariedade ficou com tais povos. Quanto as represálias...é simplesmente ridículo e surreal para um país submetido a sórdida tirania dos rentistas.
José Ricardo Romero diz:
17/04/2012
A Espanha não vai fazer nada. Ela só arrota grandeza contra quem não a conhece. No atual estado de coisas que a Europa está, no mal negócio que é a economia acima da linha do equador, estes países estão desmoralizados e não têm moral para tomar nenhuma atitude. Só falatório. Deixa gritarem.
Orlando Bernardes diz:
17/04/2012
Nacionalizar o Messi, claro!!!!rsrsrsrsrsr
Roberto diz:
17/04/2012
O espanhois vão enviar a armada e retomar a Argentina, que voltará a ser colônia.
Chauke Stephan Filho diz:
17/04/2012
Creio que em represália à desprivatização da YPF o monarca espanhol refundará o reino visigodo na Argentina, onde vai calar a boca de todo recalcitrante.
Gabriel diz:
17/04/2012
Não vai tomar nenhuma medida,; não tem moral para isso; o rei deles está caçando elefantes!
Edilberto Paludeto diz:
17/04/2012
Espero que o el rey Juan Carlos não vá caçar argentinos como faz com os elefantes na África; sendo um absurdo esse safári (existe isso ainda ??), além do gasto feito para a satisfação desse seu hobby de jerico, e, sabedor ele, das dificuldades que o povo espanhol passa atualmente. 
¿Por qué no estar tranquilo en su rincón rey Juan Carlos?
17/04/2012
Vão apoiar o reino Unido no caso das Malvinas...bom isso eles já fazem. 
Impedir que o tango toque em Madri e quem sabe em Paris.
Sei lá...
17/04/2012
Basta de globocolonialismo. Que a Espanha e UE cuidem de seus graves problemas e não queiram desviar a atenção. É cômico ver nossa mídia empresarial entrar em convulsão histérica. Fazem de conta que o neoliberalismo não fracassou. Dilma deve imitar Cristina e reestatizar a Vale, a telefonia, etc. Adelante, Argentina!
Danilo Silva diz:
17/04/2012
Vão sentar e chorar, claro. Não há o que fazer no curto prazo.

A próxima repatriação argentina poderia ser o Messi, chega de exportar Pé-de-Bola.
Raimundo W. S. Melo diz:
16/04/2012
Enviar "El Rey" para caçar na Argentina. rsrsrs.
Norton diz:
16/04/2012
O clima internacional está ficando cada vez mais sério. Não dou dois anos para o estopim ser detonado. É Coreia do Norte se armando, EUA ouriçado por uma guerra, Irã sendo provocado, Europa em crise sedenta por uma salvação econômica e agora América Latina aparecendo. A guerra vai parecer se um bom negócio para os facínoras dos petrodólares.
Juan diz:
16/04/2012
Vão espernear, berrar e fazer cara feia. Tudo para o consumo interno. Já fazia dias que a imprensa espanhola estava em efervescência patrioteira. Vinha a calhar ter um bode expiatório argentino para desviar a atenção dos vários pacotes de medidas regressivas que o governo de lá está baixando.
Mas duvido que queiram (ou possam) fazer nada de muito sério. Primeiro, porque a UE já avisou que não pode realmente fazer muito. E segundo, porquê o capitalismo espanhol é muito vulnerável na América Latina. Praticamente todas as suas empresas multinacionais (além da petroleira Repsol, as eléctricas Endesa e Iberdrola, a Telefonica, os bancos Santander e BBVA, e o grupo PRISA, que publica o jornal El Pais e controla muitas empresas de comunicação e editoras na América Latina) dependem em grande parte de seus lucros deste lado do Atlântico. Vão se meter a bestas e arriscar botar a Telefonica e o Santander na roda também?
Por sua vez, a economia argentina depende muito pouco do mercado espanhol - especialmente porque qualquer tipo de retaliação teria que ser apoiada pelo conjunto da União Européia, para surtir efeito real, e a UE não parece estar muito a fim de comprar essa briga.
Nem mesmo medidas de tipo quase simbólico, como complicar a entrada de turistas argentinos no país e coisas do tipo me parecem prováveis, já que a Espanha precisa desesperadamente da receita que obtém com o turismo, venha de onde vier.
Agora, é sabido que a direita na Espanha torce para o Real Madrid. Então, quem sabe, talvez decidam deportar o Messi...
Wolf diz:
16/04/2012
Confiscar o Messi, óbvio!


Furnte   Carta Maior

viernes, 6 de abril de 2012

CASO CICCONE: UN DIRECTOR DE BOLDT DECLARO EN LA CAUSA Y TERMINO DENUNCIADO POR MENTIR

Guillermo Gabella había dicho que Núñez Carmona, socio del vicepresidente, lo había presionado para que Boldt dejara la planta de la ex Ciccone. Pero un ex compañero suyo de militancia, a quien él mencionó en la declaración, lo desmintió. Tras un careo, fue denunciado.

Por Irina Hauser
Guillermo Gabella, un director y operador de la empresa Boldt (a la que el Gobierno acusa de haber disparado las denuncias contra Amado Boudou), declaró como testigo el martes, citado por el fiscal Carlos Rívolo, y dijo que un socio comercial del vicepresidente, José María Núñez Carmona, lo presionó en una reunión para que esa imprenta dejara la planta de la ex Ciccone, que alquilaba durante el proceso de quiebra. Dijo que el intermediario que lo había convocado al encuentro fue Lautaro Mauro, a quien conocía de la militancia en el peronismo. Mauro fue llamado a declarar de inmediato y contradijo esa versión: afirmó que fue Gabella quien lo había llamado, y que quería contactarse con alguien del Gobierno para resolver cuestiones comerciales y de pagos pendientes a Boldt vinculados con la realización del censo. Ayer fueron careados, ambos reconocieron el encuentro, pero cada cual se mantuvo en su posición y Gabella terminó denunciado por falso testimonio por la defensa de Núñez Carmona. El juez Daniel Rafecas mandó a analizar sus llamados telefónicos. La semana próxima habrá nuevos testimonios.


Boldt SA, una importante imprenta a la que se vincula con el duhaldismo y con el negocio del juego, había alquilado la planta de la ex Ciccone en 2010, con la venia del Juzgado Comercial, cuando comenzó el proceso de quiebra, que fue levantada en un mes. La guerra comercial entre la actual CVS y Boldt es el trasfondo del caso, que tuvo su punto máximo en torno de la impresión de los billetes de 100 pesos, finalmente concedida a la ex Ciccone.

Gabella es un directivo de Boldt, mano derecha de sus dueños, quien se ocupa de las relaciones públicas. Fue el primer testigo citado por el fiscal Rívolo en la causa donde se investigan supuestas negociaciones incompatibles y lavado de dinero. Según su relato –que reprodujeron allegados a la investigación–, Gabella dijo que el 22 de octubre de 2010 tuvo una reunión en el Hotel Caesar Park a la que había sido convocado por Mauro con el argumento de que había gente que quería hablarle de Ciccone. Según declaró, pidió autorización y fue al lugar, donde se encontró con Mauro y lo esperaba Núñez Carmona, quien se habría presentado –de acuerdo con su versión– como “representante de las más altas autoridades del Gobierno”. Cuando le pidió precisiones, habría dicho que trabajaba con Boudou –entonces ministro de Economía–. “Compramos Ciccone”, dijo que le anunció Núñez Carmona. “Queremos que nos devuelvan la planta”, afirmó que le advirtió. Gabella sostiene que le contestó que llevaban tres meses de alquiler de los diez de contrato y que no tenía por qué irse, y que entonces su interlocutor lo habría amenazado con perseguirlo con la AFIP y complicarle la contratación para hacer los padrones (para lo cual competía con Ciccone y la Casa de Moneda). En su declaración agregó que sobre el final de la reunión presentó al director de legales de Boldt, a quien le había pedido –dijo– que se mantuviera a un costado durante el encuentro. Después de oír al empresario, Rívolo citó a Mauro de inmediato, quien reconoció que se conocían de la militancia en tiempos de la campaña porteña por las candidaturas de Daniel Scioli y Horacio Liendo. En eso y en la existencia de la reunión, fue en lo único que coincidió con su testigo antecesor. Dijo que había sido Gabella quien lo llamó a él y que le pidió que le consiguiera un contacto con el Gobierno para solucionar problemas técnico-comerciales vinculados con el censo. La defensa de Núñez Carmona dice que se refirió a problemas de cobros pendientes. Dijo, además, que no le habían presentado a ninguna cuarta persona en la reunión, en alusión al director de legales de Boldt, quien tendría que declarar la semana próxima. Mauro dijo que había armado la reunión con Núñez Carmona porque le parecía “la persona apropiada por su cercanía al Ministerio de Economía, a los secretarios y las máximas autoridades”. Pero no habría aludido explícitamente a Boudou. Dijo que no sabía qué función tenía Núñez Carmona en Economía, si es que la tenía.

En un momento de la declaración de Mauro, Rívolo le repitió tres veces si sabía que el falso testimonio tiene castigo penal. “Usted quiere que le diga lo que quiere o quiere que le diga la verdad”, dicen en la defensa de Núñez Carmona que lo cortó Mauro. Y siguió declarando. Las mismas fuentes aseguran que Mauro dijo que sólo se habló del censo en la reunión. Cerca del fiscal cuentan que cuando le preguntaron sostuvo que no se acordaba de qué más se habló.

El careo se hizo ayer a la mañana y además de Rívolo estuvo Rafecas. Gabella se mantuvo firme en que Mauro lo llamó y Mauro a la inversa. El primero dijo que hablaron de Ciccone, el segundo aludió al censo. El abogado Diego Pirota, que defiende a Núñez Carmona, puso en duda el testimonio de Gabella por ser parte interesada. Según su versión, trastabilló incluso cuando le preguntaron qué le había hecho suponer que la reunión sería jurídico-técnica.

El abogado Pirota denunció a Gabella por falso testimonio y la investigación quedó a cargo del juez Rodolfo Canicoba Corral. El papel de Carmona sigue bajo la lupa del fiscal y el juez. No estaría en duda su reunión con el hombre de Boldt, la pregunta que queda flotando es de qué se habló. Rafecas pidió las filmaciones del circuito cerrado del hotel y mandó a cruzar los números de teléfono de ambos, a ver si puede detectar de dónde partían los llamados.

FUENTE  PAGINA 12

Marsupiales Neronistas: Preguntontas del caso Ciccone

Marsupiales Neronistas: Preguntontas del caso Ciccone

sábado, 25 de febrero de 2012

domingo, 15 de enero de 2012

Otro paradigma: escuchar a la naturaleza



Por Leonardo Boff


Ahora que se aproximan grandes lluvias, inundaciones, temporales, huracanes y deslizamientos de tierras, tenemos que reaprender a escuchar a la naturaleza.



Toda nuestra cultura occidental, de vertiente griega, está asentada sobre el ver. No sin razón la categoría central –idéia (eidos en griego)– significa visión. La tele-visión es su expresión mayor. Hemos desarrollado nuestra visión hasta los últimos límites. Con los telescopios de gran potencia hemos penetrado hasta las profundidades del universo para ver las galaxias más distantes. Hemos descendido hasta las partículas elementales y el misterio íntimo de la vida. Mirar es todo para nosotros. Pero debemos tomar conciencia de que este es el modo de ser de los occidentales y no el de todos.




Otras culturas próximas a nosotros, las andinas de los quechuas, los aymaras y otros se estructuran alrededor del escuchar. Lógicamente también ven, pero su particularidad es escuchar los mensajes de aquello que ven. Un campesino del altiplano boliviano me dijo: «yo escucho la naturaleza y sé lo que me dice la montaña». Y hablando con un chamán me decía: «yo escucho a la Pachamama y sé lo que ella me está comunicando».



Todo habla: las estrellas, el sol, la luna, las montañas soberbias, los lagos serenos, los valles profundos, las nubes fugaces, las selvas, los pájaros y los animales. Esas personas aprenden a escuchar atentamente estas voces. Los libros no son importantes para ellos porque son mudos, mientras que la naturaleza está llena de voces. Y se han especializado en esta escucha de tal forma que, al ver las nubes, al escuchar los vientos, al observar las llamas o los movimientos de las hormigas, saben lo que va a suceder en la naturaleza. 

Esto me recuerda una antigua tradición teológica elaborada por san Agustín y sistematizada por san Buenaventura en la Edad Media: la revelación divina primera es la voz de la naturaleza, el verdadero libro hablante de Dios. Pero como hemos perdido nuestra capacidad de oír, Dios, por piedad, nos dio un segundo libro, que es la Biblia, para que escuchando sus contenidos pudiésemos oír nuevamente lo que la naturaleza nos dice.




Cuando Francisco Pizarro en 1532 en Cajamarca, mediante una emboscada traicionera, hizo prisionero al jefe inca Atahualpa, ordenó al fraile dominico Vicente Valverde que con su intérprete Felipillo le leyese el requerimiento, un texto en latín por el cual se dejaban bautizar y se sometían a los soberanos españoles, pues el papa así lo había dispuesto. Si no lo hacían, podían ser esclavizados por desobediencia. Atahualpa le preguntó que de dónde le venía la autoridad. Valverde le entregó el libro de la Biblia. Atahualpa se lo puso al oído. Como no escuchó nada, tiró la Biblia al suelo. Fue la señal para que Pizarro masacrase a toda la guardia real y aprisionase al soberano inca. Vemos, pues, que la escucha lo era todo para Atahualpa. El libro de la Biblia no hablaba nada.




Para la cultura andina todo se estructura dentro de un tejido de relaciones vivas, cargadas de sentido y de mensajes. Perciben el hilo que penetra, unifica y da significado a todo. Nosotros los occidentales vemos los árboles pero no percibimos el bosque. Las cosas están aisladas unas de otras. Son mudas. Hablar es sólo cosa nuestra. Captamos las cosas fuera del conjunto de relaciones, por eso nuestro lenguaje es formal y frío. En él hemos elaborado filosofías, teologías, doctrinas, ciencias y dogmas. Pero esta es nuestra manera de sentir el mundo, no la de todos los pueblos.




Los andinos nos ayudan a relativizar nuestro pretendido «universalismo». Podemos expresar los mensajes mediante otras formas relacionales e incluyentes y no por aquellas objetivas y mudas a las que estamos acostumbrados. Ellos nos desafían a escuchar los mensajes que nos vienen de todos lados. 

En estos días debemos escuchar lo que las nubes negras, los bosques de las laderas de las montañas, los ríos que crecen y rompen barreras, las pendientes abruptas y las rocas sueltas nos advierten. Las ciencias de la naturaleza nos ayudan en esta escucha. Pero no es nuestro hábito cultural captar las advertencias de aquello que vemos y entonces nuestra sordera nos hace víctimas de desastres que hay que lamentar. Sólo dominamos la naturaleza, obedeciéndola, es decir, escuchando lo que ella nos quiere enseñar. La sordera nos dará amargas lecciones.





fuente  Koinonia.org